Retorno

Posted fevereiro 7, 2010 by wal5
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Em frente dois lados

Ao lado duas frentes
Atrás um passado
À frente um futuro
Perdido?
Faça o retorno…

Assim não dá pra ser feliz

Posted janeiro 26, 2010 by wal5
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Algumas amigas se encontraram para colocar a conversa em dia, a tal confraria das lobas. Um café, um vinho, uma cerveja e um único marido (claro, ele morava ali e fez questão de ficar)  deitado no sofá da sala praticando o esporte preferido deles: usar o controle remoto.

O papo rolava e o tema  predileto qual era? Sim. Homens, os homens de nossas vidas e aqueles que não fazem  parte dela, mas alegram nossa existência. Íamos e vínhamos e vários assuntos circulavam, alguns existencialistas, outros nem tanto. É claro que trabalho também fez parte da conversa, afinal somos lobas profissionais e todas na mesma área. Porém o mais divertido é falar e rir deles. Como são uns bichos estranhos e totalmente previsíveis. Palpites para relacionamentos em andamento, palpites para homens que não decidem, palpites para seduzir um na balada, palpites para esquecer o canalha…todos os palpites eram bem vindos e regados a uma bebidinha aqui, uma comidinha ali.

Até que o marido levantou do sofá e resolveu fazer parte da confraria, um estranho no ninho. Ali assinamos nosso decreto de morte. Falávamos de nosso encontro para a semana  seguinte. Uma saída de férias para dançar e comemorar o final delas. Foi aí que a namorada de uma de minhas amigas(defensoras dos homens) resolveu entregar o jogo:” Cara lá naquele bar está cheio de homens e todos prontos para atacar, eu se fosse você não deixava ela ir sozinha”. Pode ? Acabou com nossa festa… Assim não dá pra ser feliz!!!!

Luísa

Posted janeiro 23, 2010 by wal5
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Nestes tempos de pós-modernidade,  a cópia, o verdadeiro e o falso andam lado a lado, portanto na melhor do que este vídeo que reproduz a obra prima de Tom Jobim, mas não a verdade dele.

A vida para Luísa sempre fora uma festa, pois aproveitar os prazeres era necessidade básica em seus pensamentos, mesmo que para isso precisasse machucar quem estivesse a sua frente. Agir assim para ela não significava passar pelo caminho do mal, mas apenas pelo da brincadeira. Olhava as pessoas como pequenos brinquedos, marionetes  que podia controlar por meio de sua atitudes e palavras.

Um dia Luísa acordou, como todas as manhãs, mas  não percebeu que algo havia mudado em sua vida. A partir daquele instante e dos últimos acontecimentos nada seria igual. Aquele era o momento de crescimento oportunizado pela grande deusa: a razão. Era a chance para ela mudar e rever tudo o que fizera na vida, o mal que causara com suas brincadeiras. Tudo que perdera. A sua vida que ficara estacionada  numa esquina do caminho. Porém  mulher madura entendeu tudo errado e seguiu por uma estrada diferente. Continuou a viver para enganar e construir castelos na mentira. Só que havia uma diferença,  antes ao mentir podia apenas brincar e sair-se sem se machucar, agora os enganos eram para si própria. Vivia num sonho. O perigo estava ali e ela não percebia, porque seu lado onírico não deixava, não permitia que visse  sua realidade. A vida havia mudado significativamente. Luísa já não possuía a beleza da juventude, não tinha os amores conquistados e vividos, não controlava mais sua vida, deixava que outra pessoa a controlasse, administrasse seu tempo. Uma pena!

O que mantinha Luísa segura era a mentira que contava àqueles que não a conheciam direito. Inventava uma vida aventureira cheia de obstáculos que ela vencia com propriedade. Precisava buscar na posse de tudo isso e outras coisas a segurança material e emocional que haviam roubado dela naquele percurso de sua vida. Uma pena para Luísa! Ela não entendera nada. Mas não tinha culpa, pois para dar um passo e mudar tudo, viver a realidade era  necessário que tivesse  muita coragem, mas esta ela só tinha na fantasia e buscá-la na realidade era muito difícil.

Um dia Luísa encontrou a oportunidade de ser feliz e recuperar tudo isso. O teste foi feito e ela não conseguiu deixar quem a controlava na vida tão triste e sofrida. Perdeu a oportunidade de buscar um caminho cheio de vida, de prazer, de autenticidade, de compreensão, de partilha de ideiais. Perdeu um amor que estava guardado a sete chaves há anos para ela.

Luísa sempre conquistou tudo  e todos nos sonhos, mas quando teve a oportunidade de acordar  e viver, deixou a felicidade escapar. Fez a sua escolha.

Caixinhas de vida

Posted janeiro 13, 2010 by wal5
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Hoje assisti a um filme que há tempo desejava. Férias tem disso, a gente quase consegue colocar em dia os atrasos culturais. Para os meus, precisaria de umas três  consecutivas. Vamos ao filme: ” O leitor”.

Só compreendemos, com o passar do tempo,  que nossas vidas se constroem de pequenos ou grandes momentos. Por isso não quero aqui abordar  culpas, crimes de guerra ou  coisas desse tipo, mas falar de histórias que vivemos e nos tocam. Falar de passado. Falar de histórias de amor.

Essas pequenas histórias são encaixes de momentos que vivemos e guardamos em caixinhas de vida na memória da alma. Algumas são tristes, outras alegres, outras vazias, outras enigmáticas, outras são de outros. Elas dão movimento  e ficam lá na biblioteca de nosso coração, mas às vezes no inconsciente e essas são as mais difíceis, porque acabam modulando nossas ações no presente e nem sabemos, a não ser fazendo uma longa e boa análise. No filme “O Leitor” uma única história não esquecida passeou por duas vidas e definiu personalidades, atitudes, vidas. Infelizmente momentos a princípio de aprendizado e amor adolescente,mas com um término triste, muito triste.

Este filme me tocou também porque estou vivendo um momento de vida que está resgatando alguém de um passado guardado no meu coração. Um tempo de adolescência muito bonito e atrevido, autêntico. As histórias são muito diferentes, mas os temas se entrelaçam. A diferença é que aquilo que ficou guardado no meu consciente ou no inconsciente despertou em mim uma grande paixão e por isso estou aprendendo a ser feliz novamente. Aprendizados na meia idade. Que bom que cheguei aqui sendo ensinada por uma pessoa que a vida não deixou escapar de mim.

A caixa de Pandora

Posted janeiro 7, 2010 by wal5
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Fazia tempo que não aparecia assim um filme de aventura…ficção científica…fantasia…??? Acho que vou ficar com aventura mesmo, abrange todos os outros gêneros. Pois então, fazia tempo mesmo! Ontem fui ao cinema e assisti “Avatar” e fiquei extasiada. Quando penso que o cinema já mostrou de tudo, vejo que estamos apenas começando a caminhada nesta tecnologia virtual. As cores,  a criação cênica, as personagens, o roteiro mesmo com um enredo já esperado (ações no modo americano de ser) envolvem até o final.

Foi uma boa maneira de abordar um assunto que de tanto ser retratado e falado na mídia parece que acabou perdendo a força: ecologia. Natureza e espiritualidade sem o comprometimento  piegas que normalmente esses temas acabam se direcionando. Me parece que o autor do roteiro leu Capra e as relações sistêmicas dos organismos vivos. Uma visão holística dos seres, mesmo que para isso tenha que ter ido até um planeta fictício, Pandora. O bem e o mal estavam ali como sempre manequeístas: o lado bom é sempre bom e mal é sempre mal. Mas isso não era o mais importante. Acredito que a fantasia e alguns diálogos sobre a ligação espiritualidade e natureza valem por todo o resto.

Mas sabe do que eu mais gostei? Poder trocar de vida vivo. Ser um avatar é meu sonho de consumo. Já pensou poder viver por alguns momentos em outro corpo e assumir outra vida? É mais ou menos como se pudéssemos esquecer tudo de errado por alguns instantes e optar por uma vida nova literalmente.

A caixa de Pandora estava cheia de surpresas boas, tá aí…acho que gosto de surpresas boas…e quem não gosta, não é mesmo? Vejam o filme e me digam. Até mais!

Romance II

Posted janeiro 6, 2010 by wal5
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E de repente lá estava ele na estante da minha vida: um romance, uma obra prima escrita para mim. Estou adorando folheá-lo a cada dia, saborear as palavras, os momentos, o protagonista, o espaço e o tempo torturadores da narrativa. Um romance em construção, cheio de caminhos ainda não percorridos e prontos para serem desvendados. Às vezes me assusto com as possibilidades e aquilo que está oculto na entrelinhas e tenho medo de dar continuidade na leitura dessa história. Algumas frases mal escritas me deixam apreensiva. Então resolvo esquecer por um momento e viver, sonhar e amar. Estou iniciando o primeiro capítulo e há muito para desvendar ainda. Realmente não gostaria de colocá-lo no estante de minha vida sem antes terminá-lo e saboreá-lo por completo, mas isso depende do escritor, das personagens, do tempo e do espaço tão distantes  escolhidos  para esta narrativa. Um romance assim desenhado há tanto tempo…um amor esperado há tanto tempo…mudanças…um amor para sempre!

NADA

Posted dezembro 12, 2009 by wal5
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“Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.”

(Fragmento do poema Tabacaria de Fernando Pessoa – em  Álvaro de Campos)

Às vezes brigo comigo mesma porque sou uma grande sonhadora, vivo circulando por espaços carregados de imagens prontas para se tornarem realidade. Assim como Álvaro/Fernando, tenho em mim todas as coisas do mundo gritando por um movimento mais efetivo. Quero elaborar, viver apaixonadamente, romper com expectativas de um tempo próximo ao presente que deixou de existir em minha vida. Quero viver a suavidade de uma palavra dita com desejo, quero viver a presença de um abraço de amante ardente, quero sentir o dia e a noite em todos meus anseios, quero amar e não tenho medo, aposto na presença, na intuição, na surpresa que se faz nos textos sedutores de tua palavra. Sua chegada na linha do tempo causou um estranhamento confortável em mim, aqueceu meu dia e minha noite, alimentou ainda mais meus sonhos. Eu não sou nada, eu não quero ser nada, mas tenho suas palavras rondando meus dias e alimentando meus pensamentos voadores e apaixoandos. Espero por você aqui…

Erros e a voz da vida

Posted novembro 9, 2009 by wal5
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O que acompanha o erro? Talvez  um equívoco? Uma escolha? Ansiedade? Desconhecimento? Diferenças? Uma sequência de falhas? Provavelmente tudo isso e muito mais.

Venho tropeçando, não consigo manter o equilibrio, pareço estar na corda bamba emocional. Sou muito ansiosa para agir em algumas situações  e muitas vezes escorrego e caio pra valer. O errar aqui pode estar ao lado do acreditar. Cri e por conta disso errei. Crer nas possiblidades traz este movimento contínuo e assim a eterna lógica causa e consequência.

Escolhas nas palavras, nas ações, nos caminhos…sei que crescemos com eles, mas eles têm este defeito de deixar o passado no lado escuro do peito que por não ser resolvido deixa o cais deserto de embarcações para navegar.

Sempre ele, o tempo,  observando de longe sem se mostrar abertamente. Passa por mim e não me enxerga, apenas escorre lentamente e vai se afastando. Passa pelas quatro estações e expõe as diferenças e me joga ao chão. Levanto e circulo pelo espaço vazio à procura de uma entrada para o Sol que irá dissolver a escuridão e nada. Olho para o alto e peço: um único encontro no futuro para estabelecer a direção e sair desta inércia.

O primeiro passo foi dado hoje. Espero o amanhã…

ROMANCE

Posted novembro 4, 2009 by wal5
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Vídeo de  Luccas Schmigel – Estrelas

Como faz falta um bom romance, aqueles que duram a vida toda. Profundos, intensos. Quem nunca viveu um, não sabe como faz a diferença em nossas vidas. Ele preenche todos os vazios, costura o que está fragmentado, nos faz ir além do mistério, nos traz lembranças, nos alimenta.

Existem aqueles que não duram muito, mas transformam a existência, qualificam a nossa história, apontam direções. Às vezes necessito comer doce após longo período de abstinência, porque o organismo pede, implora. Não sou muito de chocolates e essas besteiras  doces, mas chega uma hora que não tem jeito, corro e lá devoro um. Assim é com os romances. Fico algum tempo sem eles, mas num determinado momento não há saída, o corpo insiste, comanda, e deseja.

Por estar sem tempo, me distanciei de um instigante e profundo romance, porém hoje minha pele, meu coração, meu cérebro, tudo em mim pede intensamente. Onde estão as personagens e os autores? Na estante da minha vida, na cabeceira à espera de uma dedicada leitura. LEITURA? Você perguntou, não é leitor? Sim…quero viver a leitura e o prazer de  um bom romance…

Correndo às cegas

Posted outubro 31, 2009 by wal5
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O tempo e o vento já dizia Érico Veríssimo. Agora é o  tempo e a pós modernidade. A pressa, o urgente, o agora, o… já, por favor!

Ia dizer que ando pensando sobre isso, mas , melhor, digo que estou me  me indignando muito com isso. E aí o pensamento assim como a pressa não dá conta e explode em falas, análises e tentativas de mudança. Não posso ficar omissa e deixar que continuemos a cada semana, a cada mês, a cada ano, repetindo e intensificando as ações  sem permitir que elas não se modifiquem.

Precisamos parar. A gripe veio e nos fez parar por duas semanas. Se não conseguimos, o tempo vem e dá o seu  primeiro aviso. Nunca vi tanta gente com labiritinte, depressão, ansiedade, bi-polares, pressão alta, stress, baixa imunidade etc. Não vivemos mais, apenas passamos pela vida. Não quero mais isso pra mim. Se paro, vejo que estou sempre devendo algo e já estou programando dois artigos científicos para as férias. Isso é loucura da pós modernidade tecnológica que nos faz abrir os e-mails e respondê-los mesmo que tomem o nosso tempo…“ah só um pouco e resolvo tudo”…só que depois abrimos outro e outro e assim vai.Fico imaginando se estivesse amando alguém, namorando…coitado já teria desistido de mim, porque o pessoal acaba ficando em segundo , terceiro, quarto, quinto plano, quem sabe em outra dimensão…mas queria amar de verdade e quem sabe isso de querer vencer o tempo não fosse  prioridade.

Resolvi trabalhar e não ligar para a carga que vem à frente. Prioridades. Meus filhos. Minha vida humana. Minhas leituras. Prioridade: eu!Por isso resolvi trocar a dança pelo yoga. Centrar em mim para poder cuidar de outros e ser quem eu posso ser e não quem eu desejaria ser na eficiência.

Vamos ver se consigo…acho que não tenho saída, preciso conseguir!

…hoje tive vários sonhos!

Um breve ensaio sobre a amizade

Posted outubro 7, 2009 by wal5
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Amigos, amigas, amizade. Hoje estou refletindo sobre essas pessoas que se tornam importantes em nossas vidas meio que no acaso, às vezes em  circunstâncias especiais, outras sem uma explicação lógica.

Há aquelas amizades que cutucam e te fazem pensar, instigam sua vida. Outras que são parte do teu corpo, funcionam como ouvidos naqueles momentos mais difíceis. Aquelas que brincam e na brincadeira te fazem feliz. Aquelas que estão sempre ao lado, na batallha, na defesa, no ataque, em todos os frontes. Há aquelas ainda que não aparecem, somem, mas é só dar um suspiro mais forte, correm em teu socorro. E o que dizer daquelas amizades quentes, que te fazem viver nas festas, nas baladas, nas viagens? São ótimas para a autoestima. E as que nascem no teu sangue e permanecem a vida toda a teu lado? Existem, também, amizades que nascem  rapidamente e, em  pouco tempo, ocupam um lugar de respeito na vida da gente. Femininas e as masculinas. Cada uma a seu jeito. Os homens sempre elogiando, tentando te entender e explicando como funcionam os outros homens. as mulheres são parceiras e adoram destruir os homens em uma tarde de conversa e tricotadas regadas a um bom lanche. Amizades para a vida toda!

Mas infelizmente nem tudo são acertos. Às vezes nos enganamos feio e pensamos estar em parceria de um grande amigo ou amiga, mas  só depois de um bom tempo, às vezes anos, descobrimos que tudo que pensávamos de um grande amor-amizade, tudo que guardamos no coração como  lembrança boa, foi apenas um tempo efêmero que não representou nada. E esta descoberta dói e faz chorar. Eu choro, sou chorona, meu coração não consegue por nada enraivecer, não consegue deixar de amar, ele é um baú que guarda memórias, olhares, frases e por isso não entende enganos, esta palavra não faz parte do rol de significados. Uma pena para ele, porque precisa desencantar e começar a aprender que as pessoas fantasiam, inventam, representam como se estivessem no palco da vida e não se importam com a plateia.

Porém ainda continuo acreditando porque apesar de algumas amizades desencantarem a vida, outras tornam tudo um festival de piadas, de momentos incríveis, como deve ser a vida.Viva la vida!!!

Beijo, me liga! (Quem realmente for meu amigo e não fantasia)

Ordem injusta

Posted setembro 27, 2009 by wal5
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Impossibilidades.Sofrimentos.Medos. A adolescência grita por desejos e a plenitude da satisfação momentânea impera na sociedade contemporânea.A família representada pelos pais e o estado pátrio ocupam, muitas vezes, um espaço equivocado na vida do adolescente e este se vê num labirinto de caminhos muitos distintos. Às vezes a ausência de um ou dos dois torna a  busca da saída mais difícil ainda. A fragilidade desta situação faz com que este, pertencente a uma classe social privilegiada ou não, perca-se nestas sendas confusas de sua formação e alteridade. Como entender aqueles que pedem a redução da maioridade penal?

Desencontros, que se criam no desejo de desbravar o mundo desde a infância e se fixam na adolescência, criam conflitos que navegam no inconsciente. Se o fracasso familiar se estabelece, gradativamente, a criança chega à adolescência com desejos contrários àqueles que se esperam nesta fase: confronto com o mundo adulto, vontade de mudar a realidade existente, desafiar  sem perceber os perigos. Aqueles que se constroem são, ao contrário, inconscientes e trazem o desejo de “suicídio” . Buscar as drogas e a criminalidade expõe o desejo de escolher o caminho da ilusão, mesmo sabendo que a morte social é inevitável, independente da classe social a que pertence.

É natural que o homem busque satisfazer seus desejos, mas quando o adolescente grita por socorro, utilizando-se de saídas que prejudicam a si mesmo, estabelece-se um incômodo social. Alexandre M. Da Rosa afirma:

” Em muitos casos o que se procura no ato infracional é a esperança de sobreviver. Portanto, é preciso destacar o aspecto positivo da transgressão para que as pessoas, os atores jurídicos se sintam incomodados.”

Assim esta ordem injusta que o mundo adulto e medroso impõe demonstra que historicamente não se olha a criança e o adolescente como pessoas, sujeitos em construção. Os resultados desta arquitetura  falha pelas mãos dos pais genitores, criadores ou do estado estão diariamente expostos em notícias, em televisões e jornais. O poder público pouco faz para entender esta situação. Empurra os fatos e fecha os olhos para um problema que, para eles, está apenas na atitude final do adolescente e não na sua história de vida. Como defender a redução da maioridade penal, se somos nós os culpados? É fácil criar um monstro, o difícil é desconstruir posturas encalacradas nas instituições, nas pessoas, no Poder vigente. Acordar e abrir os olhos e enxergar o processo não é escolha, mas dever daqueles que trabalham com adolescentes e a juventude.

Por um novo discurso, por uma nova posição, por um novo país!

Posted setembro 21, 2009 by wal5
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Energia é a palavra do futuro. Estamos no caminho da soberania energética mundial, mas ainda não acordamos para isso. A descoberta do pré-sal junto com a predominância do Brasil como país tropical pode levar-nos liderar o mundo em energia renovável. O governo brasileiro precisa  acordar e parar apenas com o discurso que não mostra a direção que realmente precisamos tomar. Necessitamos de um ministério das energias forte, talvez o mais forte do governo brasileiro.

O sol será a grande fonte de energia  no futuro e terá a soberania mundial se souber investir em estudos e capacitação científica. Poucos estão entendendo o papel fundamental que representamos no mundo hoje. Não é fantasia que os grandes chefes de estado estão se voltando para o nosso país, os EUA estão trazendo uma quarta frota para perto de nós, coincidência ou não depois da descoberta do pré-sal. Nada é por acaso, a política internacional é rápida e nós brasileiros não estamos acostumados à geopolítica mundial e, portanto, não a levamos a sério. Ela está ligada diretamente a economia, ao meio ambiente, ao capital. Conquistar espaço é o que o Brasil precisa fazer por meio de uma geopolítica da força do que realmente temos concretamente. Não apenas por meio do papel dinheiro, mas pela força enérgica presente neste espaço de terras brasileiras..

Um projeto nacional urge para que possamos lutar pela nossa posição e responder ao mundo que podemos e devemos ser competentes. Talvez esteja aí a solução das desigualdades sociais, de um modelo novo. De uma liderança nova. De um país novo, uma nova gramática que desconstrua uma antiga política e faça surgir um novo Brasil

25 anos

Posted agosto 16, 2009 by wal5
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O sol brilhou ontem o dia todo e também fez brilhar uma pessoa especial.

Minha filha. Ela estava ansiosa com a chegada dos convidados. Sempre foi assim: os amigos a sua volta e a leonina na liderança e na conquista. Foi um almoço gostoso. Sempre as comemorações de seu aniversário são excelentes. Mas algo me chamou a atenção: as pessoas mudaram.Quando a Izabella era criança, as festas eram somente delas. Os pais juntos , ali, conhecendo-se e a infância  brincando. Na primeira adolescência, as primeiras festas para a conquista. Oa pais de longe só olhando, aliás se possível nem chegar perto do local. Na segunda adolescência, na época da faculdade, os pais nem levavam, os combinados eram diferentes. Pai e mãe eram apenas os caroneiros. Agora os amigos continuam sendo os mesmos e isso é maravilhoso, conquistar pessoas por tanto tempo.

Mas essas pessoas cresceram. Viraram adultas. Meu olhar percorria o almoço procurando as marcas da infância, da adolescência, e lá estavam elas nos rostos de cada um. Pessoas lindas de verdade. Profissionais em busca de suas realizações. Homens e mulheres em busca de seus amores. Alguns já casados e com filhos, outros namorando, outros apenas casados, e ainda os que estão se preparando para isso em breve. Amadurecidos. Queridos. Pessoas do bem, e não é fácil hoje em dia encontrar tantos jovens reunidos e sentir  no ambiente a energia   de leveza, tranquilidade. Ninguém queria ir embora, o dia estava lindo, a festa uma delícia, a conversa saborosa e o lugar sensacional.

Ontem dei continuidade a dias tão felizes que ando vivendo nos pequenos acontecimentos. Senti que dei conta de mais uma etapa na minha vida. Construí uma pessoa linda para o mundo  e na vida de tantas pessoas.  Izabella Bellenda meu grande amor.

Dançando para a vida

Posted agosto 15, 2009 by wal5
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Amo as artes e a música posiciona-se em primeiro lugar. Sabem por quê? Porque ela carrega todas as outras dentro dela: a dança, a palavra arte, o movimento da escultura estática, o colorido de uma tela, o teatro, o circo, o cinema…

Hoje vivi uma experiência deliciosa  ouvindo e  dançando: fiz minha primeira aula de dança na academia. A liberdade tomou conta de mim, voltei no tempo e me vi fazendo jazz com 19 anos. Dançando para a vida!Eu e minhas amigas decidimos que queremos dançar e não pensamos  duas vezes, fomos. Nunca pensei que poderia ter aula de dança e poderia escolher o ritmo. Perfeito. É como se fosse aula particular. E o professor? Incrível. A paz em pessoa. Voei nos passos mal dados, risos descoordenados. E as músicas? Acertadíssimas.

Um diálogo no meio da aula:

_ Queria dançar junto sem pisar os pés dos meninos, professor!

_ Você só pisa os pés deles porque eles não sabem conduzir a mulher…

_  Sério que não sou eu a culpada???

_ Claro que não!!! Os homens devem conduzir com firmeza a dama…se não o fazem, elas pisam os pés mesmo! Vou te mostrar como é….

Descobri, meninas, que não somos culpadas, mas são eles  que não sabem conduzir. Segundo meu professor, não sabem abraçar e segurar uma mulher, não tem firmeza…e aí está o desastre.Quando ele me abraçou e mostrou senti…o homem precisa ter pegada, senão nada dá certo!! Agora já sabem…o homem precisa saber conduzir, nada de nos culparmos…segundo meu professor, nós nascemos com ritmo e sabemos dançar, eles é que precisam aprender.

Dançar, talvez tenha sido a decisão mais acertada que tomei este ano. Não quero deixar de rodopiar por aí,mas  bailar nos braços de alguém forte e condutor do meu ritmo sedutor.

Ah, esqueci de falar do meu  amigo Sol que brilhou o dia inteiro e me deu toda a luz vital. Amo o Sol, a música, a dança, minha vida maravilhosa!

Detector de mentiras

Posted agosto 13, 2009 by wal5
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“…as astúcias não serviram de nada, que nós todos continuaremos a mentir quando dissermos a verdade, que continuaremos a dizer a verdade quando estivermos a mentir, tal como ele, tal como você…” (Saramago- Ensaio sobre a Lucidez)

Um fio de luz:

Platão

Uma Caverna:

Saramago

Cegueira de luz:

Consciência

Um passeio pela hipocrisia humana:

Mentiras conscientes

Abandono:

Fugas

Desvios no meio do caminho:

Drummond

Palavras em desconstrução:

Derridaramente transformação

“Decoro”

Posted agosto 7, 2009 by wal5
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Aurélio –  significado  desta palavra: decoro (ô) sm. V.decência.

Hoje assistindo ao jornal e aos ataques dos senadores, ouvi muito a palavra decoro e fiquei um pouco preocupada com o meu conhecimento semântico. Será que havia esquecido o real siginificado ou já virara metáfora da vida?

Esta reflexão é justamente para entrar em um setor que não gosto, aliás já gostei na época de estudante em que acreditava que as pessoas podiam fazer política com o coração e pensando e agindo em favor de uma nação. Ledo engano mesmo! Todos aqueles que se diziam comunistas, socialistas na minha época, hoje se estão na política, aproveitam-se das regalias do poder, e aqueles que não entraram por não querer ou porque não conseguiram mesmo, esqueceram-se deste setor e atuam como seres individualistas e preocupados em ganhar cada vez mais. Posso estar sendo radical, mas é a grande maioria que vive assim. todos aqueles senhores, ou a maioria deles que estão nas bancadas como presidente do senado ou como assistência vivem uma mentira bem montada por meio de conchavos diárias e que somente eles sabem como funciona, se algum menos avisado chega com ar de mudança acaba corrompido em breve. O tempo aí corre pelas veias capitalistas do desejo de ter muito. É claro é  que há exceções, mas não estou aqui para falar delas, mas dos  hípócritas, figurantes, personagens canastrões que atuam diariamente e decidem nossas vidas. Aí a grande constatação: fomos nós que os colocamos lá. É verdade. Compactuamos com isso, ou não é uma democracia?

Voltando ao decoro parlamentar, eles ficam lá se chamando de Vossa excelência e se ofendendo, parece um faz de conta…não… faz de conta é para fantasias honestas. Puxa, não acho comparação para isso. Queria escrever alguma novidade aqui, mas não há, tudo já foi dito pelos melhores articulistas que conheço, tudo escrito aqui é uma mesmice, mas pelo menos serve de desabafo. Política é isso: cheira mal. Fico condoída por quem precisa dela para viver, pois respirá-la não deve ser um bom negócio. Uma contradição, porque somos seres políticos desde que nascemos e precisamos dela para caminharmos em frente.Vivemos fazendo política  todos os dias, no trabalho, nas relações reais ou virtuais. Eu aqui neste meu blog sempre fazendo política nas entrelinhas, no interdiscurso, em tudo e no nada. Contradições de uma mulher que tenta refletir e que não faz gosto deste assunto.

Mas voltando ao decoro, definitivamente. Acho que esses políticos devem usar o decoro (verbo) na 1ª pessoa do singular junto com decoro substantivo. Decorar regras de honestidade, verdade, solidariedade, paz, espiritualidade; e estudar um pouco de ética, porque nunca podemos deixar de acreditar que pode haver modificabilidade no humano, mesmo político brasileiro. E quem sabe memorizar que tudo acaba neste mundo, mas em outro que acredito tudo continua, e lá não haverá saída. Meu desejo hoje é que não haja saída neste aqui. Será que está na hora de fazermos alguma coisa? Acho que já passou. Uma inspiração: leiam ” Ensaio sobre a lucidez” de Saramago” quem sabe nós povo, consigamos transformar algo.

Vermelho

Posted agosto 1, 2009 by wal5
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A  cor vermelha em minha vida.Em outros tempos quase nunca esta cor comparecia em meu guarda-roupa, nas minhas mãos, enfim, na minha vida. Minha irmã sempre chamando minha atenção para a falta de colorido nas minhas mãos. O branco e o rosa me tornavam invisível  e isso me ajudava na construção da minha personagem que sempre quis se esconder  e não viver. Aos poucos fui mudando, e as cores começaram a fazer parte da minha rotina, mas o vermelho não. Era muito forte para estar em mim. Minha depressão foi embora, tornei-me um mulher de bem com a vida, mas ainda escondida nas cores neutras que não iluminam, apenas estavam  ali fazendo parte de alguns encaixes rotineiros.

De repente sem que algo especial  acontecesse, pelo menos conscientemente, comecei a usar um rosa mais forte (rosa antigo), era o máximo que conseguia chegar. Minha filha e minha irmã  continuavam a falar para eu usar o vermelho, mas eu insistia que não, o vermelho não era para mim. Será que me achava assim uma mocinha puritana depois de mais de 45 anos ? Não sei. Aliás quase nunca sei as respostas. Quem acompanha meus textos já percebeu isso…mas sou assim, tento entender, não tenho respsostas prontas. Bem, mas voltando ao vermelho, quando foi que ele se fez presente em minha vida?

Não tenho uma data exata, mas hoje esta cor está aqui comigo. Minhas roupas brilham com ela, sempre um toque de vermelho. Minhas mãos acostumaram-se a todos os tons: vemelho paixão, vermelho framboeza, vermelho amora…todas as frutas vermelhas! Mesmo, às vezes, saindo aos poucos e deixando marcas, não vejo problema. Sinto-me completa com ela em mim. Minha sensualidade aumentou, minha vida ganhou uma luz maior. Minha boca agora está experimentando e está gostando também, mas ela está pedindo para dividir com alguém esta luz e nada. Esses dias até tentei compartilhar, porém quem disse que consegui? Quando os nossos lábios provam sabores especiais fica difícil gostar de outros sabores. Eu sou assim, meio doente, cheia de manias: quando gosto de um sabor, quero prová-lo sempre, repetidamente. Mas aquele que tanto gostei foi embora, sumiu e me deixou aqui cheia de vontades. O que faço com o vermelho de meus lábios agora tão sedentos de sabores?

Cinza

Posted agosto 1, 2009 by wal5
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Esta é uma cor que não gosto, me deprime, me deixa angustiada. Realmente não gosto. Esses dias estão assim: cinzas. E já faz muito            tempo que ela  está  por aqui, residindo em Curitiba. Ninguém aguenta mais, já demos ordem de despejo e nada dela  querer ir embora. E parece que não há previsão de  querer tomar a grande decisão.

A cor, a temperatura, a água que cai sem parar e ainda a gripe assustadora. Há algo de estranho no ar, penso comigo. Férias prolongadas, normalmente eu acharia ótimo,…puxa…mais tempo para descansar!! Que nada…quero trabalhar e o Sol (meu grande amigo), pois  é com ele que ganho energia vital. Onde ele está?? Quero um dia poder ir embora daqui para bem longe e viver somente para o Sol, para a luz, sem dias cinzentos e depressivos.

Leio jornais, escuto noticiários, leio e-mails, converso e as informações são desencontradas. Ninguém sabe realmente como a situação está. A única saída é ficar aqui em frente a este computador tentando escrever, ou lendo tudo aquilo que nunca dá tempo e sempre reclamo.

Águas vitais

Posted julho 25, 2009 by wal5
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Estou há mais de dois meses querendo escrever este texto, mas o tempo insistia em dizer que não era o momento. E como sempre tinha razão. Às vezes por meio de ansiedade e desejos intensos esperamos uma resposta  da vida de maneira  imediata e descobrimos mais tarde que tudo realmente tem a sua hora. Mas mesmo assim continuam existindo situações que  não conseguimos ainda entender. A razão segue a lógica e esta aponta e sinaliza as nossas contradições humanas de seres mal resolvidos e complicados. Almas inquietas que seguem sem direção e, muitas das vezes, atrapalhando quem deseja estar  realmente ao lado. Destruímos as possibilidades, buscamos explicações na realidade mais próxima, mas não aceitamos a verdade que se faz presente. O Sol é minha inspiração porque é luz hoje para escrever este texto. Sou luz, deixei a escuridão para trás já faz algum tempo e quero continuar assim. Os complementos luz e escuridão ficam para os filmes de magia e lendas antigas com toda beleza contida em conflitos antitéticos. O que ainda não está visível em mim vem aparecendo aos poucos, desnundando-se para a contação de histórias de vida. Meu olhar é de paz e felicidade, mesmo que ainda sem  complementos importantes. Penso que talvez minha vida seja assim mesmo com prioridades: amores filiais, amores da minha profissão, minhas grandes realizações. O  Amor maior que desejo tanto, de dois seres contrários, ainda não faz parte do meu roteiro já chegado  à meia idade. Permaneço aprendendo a amar, pois são anos  de paixões, e da falta delas. Mulher em intensidade aprendendo  o jogo da sensualidade e descobrindo que  nada é para sempre quando  se trata de sentimento. Me achava volúvel, hoje sei que é apenas uma brincadeira séria de Cronos. Ele nos  mostra o quanto  podemos ser muitos e transformar vidas e  sonhos. Só sinto que muitos desses amores que passaram e passarão por mim estejam fora da linha espacial de possiblidades porque têm medo de enfrentar  o desconhecido. Porém cada um no seu caminho e com suas escolhas.

Sempre guardei um lugar para um amigo especial em meu coração, mas acho que ele não entendeu isso, misturou os canais, ficou muito preocupado com fatores racionais e não me reconheceu. Perdeu a chance de me ver, de me sentir, de conviver pelo medo ou talvez porque realmente não houvesse uma sintonia em relação a mim. É claro nunca irei agradar a todos e sei que não posso escolher quem  irá sentir atração  ou não, assim como não mando em meu coração. Mas este meu amigo foi confuso, perdido mesmo. Ouvi suas palavras, mas não consegui traduzi-las, mas aceitei como verdade. Hoje depois desse tempo de confusões e tropeços entendo que deve haver um jogo, só que eu nunca fui muito boa neste esporte. Sou espontânea e vivo para a palavra dita, sem rodeios e aí exagero em tudo, mas sou assim, procuro melhorar, mas não há controle. O bom disso tudo é que histórias se criam e ficam, não há  como apagá-las na memória. Elas estarão lá para sempre, e isso me deixa feliz, porque sou uma mulher que adora um esquete bem representado. A mesmice desaparece em minha vida quando vivo os amores, aprendo a  amar pessoas diferentes e outras vezes a guardá-las em mim para outra ocasião. Traçamos nossas  vidas em um outro plano e depois podemos modificá-la segundo nossas escolhas. Sempre gostei da metáfora do rio, do mar, enfim, das águas, porque elas estão em constante movimento, trazendo experiências novas. É como se estivéssemos rodeados de água por todos os lados. Uma ilha? Não sei, mas propensos a seguir em várias direções. Navegamos à noite, durante o dia e vivemos. Fico pensando em meu amigo querido que não quis remar em direção alguma, apenas ficou na ilha e não aventurou-se a buscar o conhecimento do novo, dos desafios, e fico triste por um instante. Amo meu amigo, assim como amo outras pessoas  que são importantes em minha vida e, por isso,  desejo que ele construa uma ponte para poder chegar até o local de embarque e possa viajar pelas águas, enfrentando as batalhas com o vento, as tempestades, a calmaria e o desconhecido, mesmo que pareça tudo tão difícil.

Queria ainda falar de perdas, mas fica pra outra ocasião, esta parte é muito mais triste e difícil, não é mesmo?

Sigamos pelo rio ou pelos mares navegando, pois há muita vida pela frente, e atenção: a mais maravilhosa que possamos construir!!!!

O dramático da história – parte 1

Posted julho 10, 2009 by wal5
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O palco estava à espera dos atores para a representação tão aguardada. O público ansioso pelo recomeço. Os técnicos prontos para suprir todas as necessidades. A história marcada, ensaiada, vivida exaustivamente. Porém esqueceram  de avisar as personagens da hora e local da estreia. Vejam bem, as personagens e não os atores. Estes estavam lá, desejosos pela representação. Meia hora para iniciar o espetáculo e  elas não viam, nenhum sinal de persona criada  movimentava os lábios da atriz perdida no meio de tantos textos memorizados dia a dia nos ensaios. Mas de que adiantava se as fugitivas  nem sabiam onde era a estreia. Melhor, não fizeram questão de saber! Afinal o texto não estava agradando a nenhuma  desde o princípio. Haviam avisado, mas ninguém ouviu. Fazer o quê? Quando não se escuta paga-se caro. Piegas, dramalhão ninguém aguenta mais, nem as telenovelas…

E agora? dizia o diretor de elenco. Como faremos? Façam alguma coisa..improvisem…inventem…vocês são atores minha gente…vocês conseguem…

A atriz que encarnava a protagonista chorava no fundo  do palco. Sua vida inteira esperara por aquele momento e agora…nada. Era como um amante ansioso que a deixara na mão no último instante.Abandonada ali no meio da primeira cena. Já  o  ator que só fazia uma pequena figuração achava tudo muito engraçado e curioso. Sua décima vez em representando e nunca havia vivido algo parecido, para ele era um conto de Borges que estava saindo dos livros para a realidade. O ator que vivia o vilão estava desesperado, e se peça não desse certo? O  que faria de suas dívidas? Sua única esperança de sobreviver por uns meses e quitar todas as contas estavam naquele palco…e as personagens aprontaram isso com ele…

Público chegando. Os espetáculos  nesse teatro não costumavam  começar fora do horário, havia uma multa altíssima e a produção calculava cada segundo de atraso. Público chegando.


Amadurecendo…

Posted julho 6, 2009 by wal5
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Sou uma mulher que vê a vida sem/com  ameaças e aprecia quantos ganhos pode-se obter  em algumas palavras ditas em  tom de despedida. Despedida? Não. Tom de recomeço, renovação, objetividade. Olhar por outro ângulo, ver à frente um novo caminho, retirar aquilo que já não serve mais e trocar, despir o velho e saborear o desconhecido apenas com o desejo de mudança. Mágoas na vida? Nenhuma. Apenas o sentimento de que poderia ter sido diferente, mas isso não depende somente de mim, vivo as relações. O não se deixar conhecer ou não querer conhecer apenas impede momentos de tranquilidade, trocas, vontades expostas…apenas! Preconceitos, julgamentos criados no tempo  de quem  não quer viver e espera um futuro que não se faz e não se fará porque o medo de dar cada passo impede os avanços,  me incomodam, pois  eu sou dos riscos…e riscos são tão bons…a aventura do desconhecido, do novo…Fui e sempre serei aquela que vive para a vanguarda, aquela que mira e atira e não tem medo de expor-se. Sou uma mulher que faz suas escolhas. Medos ficam pra depois…

Masculino, feminino e natureza em discussão

Posted junho 30, 2009 by wal5
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” A gênese de uma civilização consiste na transição de uma condição estática para a atividade dinâmica”

(Capra)

Modificar para a paz. Movimento em harmonia e, possivelmente, a expressão que desafia a humanidade no século XXI, porém é muito difícil falar em disposição ordenada e paciente quando  a dinâmica social de séculos no mundo ocidental segue padrões que se modificaram conforme crenças, padrões regionais.

Da união à desintegração, o processo que sustenta essas variações parece estar entranto em fase terminal. Na cultura ocidental, historicamente, o domínio do patriarcado sustentou todas as bases da civilização. Com características que permeiam a competição, as conquistas, o enfrentamento e a disputa, o  mundo masculino pensou e construiu  pilares que mantêm paradigmas que até o presente, ou seja,na contemporaneidade esses regem o ser humano.A presença feminina veio sempre como sombra ou apoio para as resoluções, invenções ou experimentos do masculino. Capra afirma que este é racional e aquele intuitivo. Portanto se vimos em uma ação em que a razão predominou, é claro que o homem assumiu o papel de protagonista da história humana ocidental. No entanto tudo que se repete e compete consigo mesmo durante muito tempo chega ao caos segundo a concepção grega. Se o pensamento patriarcal segue dominando há séculos, o resultado é a chegada à crise de existência.

A falta do equilíbrio está mostrando, atualmente, que o feminino representado pela cooperação e pela recepção vem ocupando seu lugar o tempo e no espaço ocidental. A mulher, no início do séc.XX, começou a desmontrar que há uma saída e buscou esse espaço neste mundo masculino trazendo  um outro tipo de consciência: a intuitiva, sem eliminar o racional, porém unindo as duas em harmonia.Estamos num processo lento de modificação; a luta feminina teve seu auge na década de 70 e fortaleceu-se na seguinte. Hoje vemos mulheres sufocadas tentando respirar e contracenar em partilha com o homem . Este ainda resiste. E mesmo assim ouvimos   comentários masculinizados:  a mulher tem uma visão masculina, por isso é uma boa profissional.

A modernidade trouxe um sistema fragmentado, cujo movimento se faz pelas partes e estas são mais visíveis e estudadas em detrimento do todo. Esta concepção de mundo não produz relações, mas  divisões. a valorização da separação produz submissão assim como no confronto masculino/feminino, quando a direção seria a união dos contrários para uma estabilidade futura.

Novos movimentos estão surgindo para que repensemos os valores impetrados na cultura ocidental. Uma visão holística de mundo junto à intuição feminina adquirem um novo panorama humano: não mais o homem como o centro das decisões re relações, mas o humano como ser possuidor de capacidade de participação do espaço ambiental contemporâneo.

Na concepção chinesa o Yin é a consciência da natureza como co-autora, ou melhor, junção união onde o ser humano está ligado diretamente e não pode ser desvinculado desse espaço, pois seu papel tem uma função: assim como qualquer folha que cai ao chão no final de uma estação o ambiente funciona como eco-ação, cujo todo é o principal fator de sobrevivência, ao contrário do yang que é agressivo com o fator ego-ação, num processo individualista do ser.

A mudança de paradigma só  ocorrerá se houver a soma da razão à intuiçao, que sustentarão o nosso meio ambiente formado no dualismo feminino/masculino.

Violência infância e juventude

Posted junho 27, 2009 by wal5
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“Carta de uma mãe, costureira à redação do jornal da tarde”

SR. Redator

{…}Eu queria que seu jornal mandasse uma pessoa ver o tal reformatório para ver  como são tratados os filhos dos pobres que têm a desgraça de cair nas mãos daqueles guardas sem alma. Meu filho Alonso teve lá seis meses e se eu não arranjasse tirar ele daquele inferno em vida, não sei se o desgraçado viveria mais seis meses. O menos que acontece pros filhos da gente é apanhar duas a três vezes por dia.”

(trecho extraído do romance “Capitães de Areia” de Jorge Amado – 1937)

A violência se disfarça por meio de várias desculpas e uma delas é a educação ou a a re-educação de  crianças  ou  de  adolescentes. As atitudes repressoras  encontram o caminho mais fácil na punição física ou psicológica.

Mas a negligência, o abuso sexual, a exploração comercial sexual, a indiferença, o trabalho infantil são tipos de violência que estão presentes  na sociedade, principalmente, porque quando  acontece, o resultado está diretamente ligado ao fator econômico da vítima e do explorador. O mundo adulto encontra a explicação na condição social e faz de conta que essas agressões não acontecem, ou mesmo justifica qualquer ato baseando-se nela: a miséria. Mas quando ela nasce em outras classes sociais as explicações se perdem porque as justificativas só encontram lugar no poder econômico.

É uma luta desigual, porque a criança ou adolescente não possui “as armas” do mundo adulto para se defender. O corpo ainda em formação não consegue se defender das agressões físicas. A mente ainda em formação não consegue perceber a violência psicológica que vem nas entrelinhas, nas palavras, nas ações daquele que tem o lugar de “cuidador”. A referência muitas vezes para qualquer fator de proteção fica sendo o próprio agressor. Pedro Bodê em “Juventude, medo e violência afirma  que

Todavia, tudo indica que, de maneira geral, há uma percepção mais ou menos universal de que ‘a juventude se caracteriza por seu marcado caráter de limite’ situada que está”no interior das margens móveis entre a dependência infantil e a autonomia da vida adulta, processo que remeteria à construção da identidade, cuja dinâmica constituiria, em muitos casos, uma identidade mesma que teria como marca a provisoriedade. Parecendo ser exatamente esta característica que remeteria à juventude, e mais particularmente à adolescência, para um espaço de irresponsabilidade provisória.”

Esta marca de “irresponsabilidade provisória” estabelece as justificativas para ações contra os adolescentes. Na visão do adulto este não pode responder, então se deve ensiná-lo pela força, ou pelo autoritarismo, pois ainda não compreende sua responsabilidade no espaço social familiar e comunitário.Porém isso torna-se contraditório quando os mesmos  adultos pregam penas iguais para os adolescentes em conflito com a lei. A violência é contraditória.

O trabalho infantil é justificado pela maioria da sociedade quando muitas pessoas relembram  um passado “de orgulho” por ter começado a trabalhar tão cedo e na atualidade, justificando-o pela formação do caráter,  dos valores, da luta, do afastamento das drogas, da marginalização etc. O próprio mundo adulto que espalha este discurso enfático não tem condições de perceber que a violência apenas se repete nas atitudes, nas ações, pela privação da vivência completa dos jogos infantis, quando era o momento certo para desenvolvê-los e esses foram abortados precocemente. A mente humana esconde os resultados de anos de violência e negligência no inconsciente das pessoas e fica muito difícil de perceber aquilo que ficou guardado na memória. Esta realidade realimenta este ciclo  que se estabelece na família, na comunidade, na sociedade.Assim se explica o porquê  da indignação, muitas vezes, no cumprimento do Estatuto da Criança e do adolescente.

A vítima por meio do Eca conquistou um o espaço para ser ouvida. O dar voz as crianças e adolescentes  e cuidá-las é um fator de muita importância porque dá condições de recuperação ou de amenizar situações de negligência, agressões físicas e psicológicas das vítimas. O ouvir não é uma prática muito difundida entre as pessoas, principalmente, quando se refere às  crianças  e aos adolescente, porque pode trazer problemas para o ouvinte, então atitude de ausência é mais fácil de ser praticada. O  constante foco em si mesmo, retira a possibilidade da denúncia, da indignação, do comprometer-se.

Uma sociedade que olha pelas  suas crianças e jovens é baseada em humanidade e desejo de um futuro de tranqüilidade e segurança. Quando plantamos  sementes e cuidamos  delas, regando-as diariamente, damos a elas  sol em abundância, ar puro e nossa  companhia no olhar  para seu crescimento independente, o resultado será  colhermos  flores, frutos saborosos e vivos, para assim o ciclo da existência continuar em harmonia.

O bullyng e a educação

Posted junho 20, 2009 by wal5
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Art.5º Nenhuma criança ou adolescente será objeto de qualquer forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão, punido na forma da lei qualquer atentado, por ação ou omissão, aos seus direitos fundamentais.

Art.18 É dever de todos velar pela dignidade da criança e do adolescente, pondo-os a salvo de qualquer tratamento desumano, violento, aterrorizante, vexatório ou constrangedor.

(Estatuto da criança e do adolescente)

São tantas as formas de agressão e violência veladas que fica impossível discriminá-las. Algumas ações desencadeiam outras mais cruéis, a intensidade não segue um padrão, apenas as consequências seguem um modelo de resultados.

A “Inocência” do ato

Uma única ação tratada como inocente ou, muitas vezes, vista como inclusiva: colocar apelidos, pode gerar no tempo e no espaço diversas situações vexatórias. Aparentemente é uma ação que traz a criança ou o adolescente para o grupo. Mas pensemos sobre os apelidos. De onde eles nascem? Qual a intenção de quem o cria? Por que ele  se fixa tão rápido? Por que as pessoas ficam ofendidas quando não o aceitam? São questões que se analisadas com mais profundidade  terão como resposta o “bullyng”. Após o apelido ser assumido começam as zoações, as gozações, as humilhações etc. São consequências inevitáveis que nascem de um “simples” apelido que aparentemente foi criado com o intuito de acolher.

Entre os adolescentes e as crianças a crueldade do bullyng é vista por outro ângulo. Mas por que isso? A resposta está na sociedade construída sobre pilares de uma visão preconceituosa e de divisão de padrões. O ser humano está sempre procurando um padrão “normal” para as pessoas e, portanto, desta falta de  nascem os preconceitos e a exclusão.

Discriminar,excluir,isolar,ignorar, intimidar,perseguir,assediar, aterrorizar, amedrontar, tiranizar,dominar são palavras e ações fortes ditas juntas, mas não reconhecidas pelos adolescentes quando se presenciam situações com características de perseguição, terror, tirania etc. Para a maioria falta o reconhecimento, ou se ele existe, logo  é minimizado. Os jovens  não atribuem  às ações seriedade, e ficam indignados porque tudo que fazem passa pela brincadeira.

“A agressão como forma de poder no jovem”

Agredir, bater, chutar, empurrar, ferir, roubar, quebrar pertences, já  pode ser  ser enquadrado em uma outra espécie de “bullyng”. Aqui  nesta situação a  agressão é explícita. O autor muitas vezes faz questão  de mostrar que sabe que o que está fazendo causa mal, destrói e, mesmo assim  ri porque esta demonstração traz poder perante a plateia que  assiste ao espetáculo e não reage, apenas concorda com a situação.

A influência do comportamento que a criança ou adolescente presencia em seu cotidiano interfere diretamente no padrão que irá adotar com as pessoas com quem  convive na escola, no clube, nas festas etc. Muitas vezes o comportamento de pais agressivos faz com o jovem traga o modelo para fora da família.

Educação como forma de conscientização”

Educar para a paz, esta talvez seja a saída. Estudar os mecanismos de paz, querer modificar e agir para que o resultado apareça são elementos essenciais para um educador. É na escola que a presença do “bullyng” é maior e portanto e nela que a resposta a ele deve ser dada.

A princípio é preciso que o mundo adulto tenha uma atitude de paz. A mediação de conflitos deve ser uma constante até mesmo na postura dos professores em relação aos alunos e na família porque a ausência de respeito na família pode ser ganho pela submissão do mais fraco, ou daquele que não pode se defender.

A cultura do terror/2

A extorsão

O insulto

A ameaça

O cascudo,

A bofetada,

A surra,

O açoite,

O quarto escuro, a ducha gelada,

O jejum obrigatório,

A comida obrigatória, a proibição de sair,

A proibição de dizer o que pensa,

A proibição de fazer o que se sente,

E a humilhação pública…

…são alguns dos métodos de penitência e tortura tradicionais na vida da família. Para castigo à desobediência e exemplo de liberdade, a tradição familiar perpetua uma cultura do terror que humilha a mulher, ensina os filhos a mentir e contagia tudo com a peste do medo.

_ os direitos humanos deveriam começar em casa – comenta comigo, no Chile, Andrés Dominguez.

(Eduardo Galeano – Livro dos Abraços)

Marcas

Posted maio 31, 2009 by wal5
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É curioso mas  quando olho a minha volta, vejo um tempo distante  que vai se aproximando novamente, lentamente, em mim. Parece brincaderia, mas situações não pensadas trazem o passado para minha reflexão. Ontem saí e quando percebi, estava rodeada de figurantes de um tempo que na minha mente não parece tão distante… mas já se vão 30 anos em minha vida, pessoas que parecem ter saído de uma caixa de supresas mágicas  de um circo do destino.

 Ao mesmo tempo que admirava as cenas, olhava cada um em particular e via as rugas, os cabelos brancos, os vícios embutidos na faces entorpecidas, o senhor tempo inexorável.Ria comigo mesma, pensando que estou na mesma situação, quantos também não me olham e pensam a mesma coisa…mas desvio e sigo em análise. A busca de uma época ainda não terminou, parece ser a mesma de antes, homens e mulheres ali querendo algo que ficou perdido, largado, esquecido. A diversão medeia a situação e disfarça as marcas ocultas em cada corpo, em cada gesto de encontro.

Será que seremos sempre assim, eternos insatisfeitos com o presente, buscando o novo num  futuro desconhecido? 

Hoje penso que a insatisfação está no ser que sente, na busca das sensações diferentes, se não houver este preenchimento tudo se perde para ele…todas as outras realizações são minimizadas, destruídas.Penso mas não compactuo com isso.

Minhas realizações são importantíssimas e carregadas de superlativos sim, porque quero que entendam  o grau de valor do tempo e do que fiz de bom ou de ruim em minha vida. Conquistei e conquistarei  sempre em constante  aprendizado, adorei minha vida…ops! Adoro e adorarei sempre…sem reclamações e procuras absurdas. Para que preocupações?  Sigo em frente saboreando as marcas deixadas em meu corpo, em minha alma, em meus amigos, nos meus amores esquecidos ou não.

Ontem foi um recorte de um espaço, de um momento que ficou lá…apenas uma recordação!

Ah, mas esqueci do melhor…o forró estava ótimo, assim como o Hermeto tocando e gritando em nossos ouvidos. Meu corpo e  minha alma…pedem música, a  arte precisa estar presente em mim sempre…dançar e saborear a música para desejar constantemente!

Viajando com os desejos

Posted maio 29, 2009 by wal5
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Lá vinha em festa a trupe do desejo escondido. Eram umas oito figuras esquisitas que faziam  muito barulho pelas ruas da pequena cidade. Com seus movimentos retorcidos como uma dança dos tempos iniciais, eles conduziam o público com um olhar de observação e de exclamação. Diziam que traziam o desejo nas mangas ,  para tê-los, era só segui-los pois quem quisesse conseguiria encontrá-los. O presente seria dado ao público.

Seus corpos em movimento deixavam ver os ventres  em aberto, nenhum tecido os  cobria. Era ali que se fazia a ligação com as vontades escondidas e o desejo de amar. A luz entrava e os deixavam brilhar. Cada ventre trazia um desenho, um símbolo que indicava o início e o final, mas ninguém os entendia a não ser a trupe que continuava agitada e convidando a todos a participarem da grande festa que aconteceria: a festa dos desejos expostos.

Eles diziam que, se juntassem todos num só lugar, seria impossivel dominá-los. Eram uma  imensidão de vontades escondidas que pediam liberdade. A música seduzia, animava e lembrava um ritual há muito esquecido. Um sinal e,  de repente,  um rapaz franzino de olhar melancólico e sedutor que formava o grupo da trupe parou  e lançou  seu símbolo  pela rua. Os efeitos brilhantes daquele ícone rolaram  em direção a  uma moça que, timidamente,  segurou um pequeno raio  e começou  a rodopiar. Aproximou-se do rapaz que já não tinha mais o símbolo no ventre, mas agora nas mãos do feminino. Ela começou  a conduzi-lo, libertando-se do oculto: primeiro um beijo em intensidade, depois as mãos que acariciavam seus cabelos, seu rosto…os lábios não conseguiam permanecer sozinhos, solicitavam o outro em vertigem.A união desses dois mundos doía no cordão que os unia em desejo de amantes sedentos de amor.

E assim vários dos símbolos coloridos e  de diversas formas foram escapando do ventre de todos os figurantes,  percorrendo a rua à procura de um ser que os quisessem. Eram  os  desejos  despertando as vontades escondidas na população. Era o amor nascendo naquele lugar tão esquecido de desejar.

Os sons, os olhares, os sabores vinham e tomavam conta  e, num movimento do tempo, todos foram tomados pela cena e pelos amores. E assim viveram magicamente aquele momento como nunca antes acontecera. O desejo penetrara em cada um pelo ventre, pelos poros, pela boca, pelas mãos…

Era o início de tudo…

Todos exaustos deitaram-se à sombra de árvores espalhadas no caminho e relaxaram suas vidas tão amargas e sofridas. A trupe foi se retirando cantando uma música desconhecida,  mas igualmente tão familiar para aquela gente que agora não mais se reconhecia. Eles apenas estavam à espera do novo e do desconhecido para amar e desejar.

Opostos

Posted maio 27, 2009 by wal5
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Eu gosto dos opostos, das antíteses e paradoxos…revelar-me…assim, lentamente, abrindo e fechando o véu de possibilidades. Talvez seja prepotência  minha, brincadeira, falta de decisão…não sei, mas acho que as coisas fluem melhor quando não levamos tudo  tão a sério. Portanto viver os contrários não deixa as surpresas surgirem a nos atacar de repente. É possível, penso agora que seja uma forma de defesa. Previno-me do que poderia acontecer…poderia!

Vivo cada minuto hoje olhando os passos que dou e em análise. Cada passo uma decisão. Às vezes me pego sendo extremamente apolítica, leviana até, mas é necessário entender o quanto sou humana, pois  ser é complexo e não segue uma linha reta, faz nuanças no meio do caminho…e no meio do caminho sempre haverá uma pedra…o tamanho dela é que são elas!

Mas pensei num conto agora: um conto sobre desejos…muitos desejos escondidos e expostos ( olha o jogo dos contrários entrando em mim novamente). Acho que pensarei neste conto hoje para escrevê-lo amanhã! Por enquanto segue  um poema:

 

Desejo pelo desejo real

São apenas sonhos brincando

Desejo pelo querer amar mais uma vez

São apenas sonhos reais

Desejo por você

Necessidade que me ensinou a desejar

Uma voz, um som, um beijo

um início sem fim

antecipação

Um espaço no tempo em aberto

e você se foi e esqueceu de me desejar também.

Gunar

Posted maio 26, 2009 by wal5
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G  aroto curioso

    U ltrapassando as pistas escondidas

       N avegador de espaços solitários

          A migo em mistério

             R aridade  e compreensão

Explicações…talvez sensações

Essas são a s melhores palavras dentre todas as metáforas ocultas

De repente as coisas mudam de lugar em minha vida!

Posted maio 24, 2009 by wal5
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Sou a mulher da palavra…silêncio não faz parte de mim. Preciso de vozes  para amar, sentir, ouvir, continuar. Não entedendo as pessoas que silenciam e nada dizem, não entendo as pessoas que miram e não atiram, não entendo as pessoas que preferem o comum  à possibilidade do novo, do diferente…não entendo…mas quem sou eu para entender a complexidade do humano?

Recentemente  a falta de voz em mim está me fazendo sentir aquela que não agradou, aquela que não vale um tempo, um espaço…aquela que não serve, aquela que  se tornou  inexistente , que apenas estava ali para servir, assim como a  vassalagem momentânea para a conquista. Procuro não pensar, porém as coisas que mudam de lugar na velocidade dos acontecimentos passam e sobrevoam meus pensamentos e repetem debochando o quanto fui e sou  incompetente em relação ao amor.

De repente as coisas mudam de lugar!