Indecisões de um viajante (continuação)
De repente uma linha secreta se abre e desvenda aquilo que se escondia por detrás das cortinas do protagonista. O narrador assustou-se, a nova peça do jogo entrou sem pedir permissão e causou um tumulto momentâneo e tudo mudou de lugar. Fez-se o silêncio. Era a verdade ali na linha final.
O jogo está acabando…
Uma procura de tanto tempo desanimou o observador. Uma voz acidental falara tudo, contara tudo no lugar dele, tirara a sua vez, o seu momento…era talvez porque tivesse ficado ali…se escondia na esquina da vida daquele personagem.
Um bom contador de histórias não pode se esconder e ele cometera o pior dos erros, escondera-se da vida.Agora tudo estava acabado, somente Amy Winehouse em seus ouvidos animava-o ou o levava à loucura. Era um conto capenga que nem começara e já fora destruído por uma situação mal calculada. Perderam-se os beijos, os abraços, o prazer de pelo menos algumas horas de duas almas ansiosas. Seria o início…o verbo…no início era o verbo…não era mais a formação de uma história. A personagem protagonista atrasou-se e muito devagar não soube conquistar o amor…ah o amor de sua vida!
Os passos silenciosos levavam o narrador observador para outro espaço para criar um novo ambiente para sonhar junto a outro personagem, que agora andava perdido à procura de uma vida para amar.
Maio 8, 2009 at 9:04 pm
Sua vida era ir,
sempre ir,
mas agora andava perdido,
o jogo estava acabando,
perdeu os beijos, os abraços,
o prazer de pelo menos algumas horas
e ele andava e divagava,
à procura de uma vida,
para amar…
Trocadilhos com algumas palavras deste conto…
Beijos