Correndo às cegas

O tempo e o vento já dizia Érico Veríssimo. Agora é o  tempo e a pós modernidade. A pressa, o urgente, o agora, o… já, por favor!

Ia dizer que ando pensando sobre isso, mas , melhor, digo que estou me  me indignando muito com isso. E aí o pensamento assim como a pressa não dá conta e explode em falas, análises e tentativas de mudança. Não posso ficar omissa e deixar que continuemos a cada semana, a cada mês, a cada ano, repetindo e intensificando as ações  sem permitir que elas não se modifiquem.

Precisamos parar. A gripe veio e nos fez parar por duas semanas. Se não conseguimos, o tempo vem e dá o seu  primeiro aviso. Nunca vi tanta gente com labiritinte, depressão, ansiedade, bi-polares, pressão alta, stress, baixa imunidade etc. Não vivemos mais, apenas passamos pela vida. Não quero mais isso pra mim. Se paro, vejo que estou sempre devendo algo e já estou programando dois artigos científicos para as férias. Isso é loucura da pós modernidade tecnológica que nos faz abrir os e-mails e respondê-los mesmo que tomem o nosso tempo…“ah só um pouco e resolvo tudo”…só que depois abrimos outro e outro e assim vai.Fico imaginando se estivesse amando alguém, namorando…coitado já teria desistido de mim, porque o pessoal acaba ficando em segundo , terceiro, quarto, quinto plano, quem sabe em outra dimensão…mas queria amar de verdade e quem sabe isso de querer vencer o tempo não fosse  prioridade.

Resolvi trabalhar e não ligar para a carga que vem à frente. Prioridades. Meus filhos. Minha vida humana. Minhas leituras. Prioridade: eu!Por isso resolvi trocar a dança pelo yoga. Centrar em mim para poder cuidar de outros e ser quem eu posso ser e não quem eu desejaria ser na eficiência.

Vamos ver se consigo…acho que não tenho saída, preciso conseguir!

…hoje tive vários sonhos!

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