Voltando ao reflexo
Sempre silencio quando algo me bate e hoje uma história me pegou. Foram as marcas, o sangue, as dores, mas principalmente a imagem sem forçação (nunca escrevi uma palavra com dois cedilhas…mas…) de barra. Fiquei pensando que o tom ultrarrelista comandava as cenas e me fez lembrar de uma época em que usei sapatilhas. Claro que há por detrás disso um bom diretor de fotografia e sua sensibilidade. Cisne Negro!
Como construímos nossa identidade? Como nos libertamos das amarras?Como ultrapassamos o nosso próprio eu? Vozes, espelhos, duplos esquizofrêncos, fantasias escondidas e libertas. Lacan, Freud e tantos outros aproximaram-se da psique humana e sempre disseram que lá estavam as máscaras, os reflexos,os duplos. Somos seres em duplicidade e, às vezes, em eterna repetição. Duplicar induz quase que automaticamente ao falso. A arte é original, é única e é nisto que está o valor. A obra-prima e a perfeição.
Um cisne brando. Um cisne negro. Uma metamorfose. Uma ruptura. Apenas um final em branco e preto.
Explore posts in the same categories: Sem-categoria
março 9, 2011 às 2:15 am
Mas daria para dizer também:
Um final, nem branco e nem preto.
Apenas um final triste, representado muito bem na
vermelha mancha!
Beijo