Voltando ao reflexo

Sempre silencio quando algo me bate e hoje uma história me pegou. Foram  as marcas, o sangue, as dores, mas principalmente a imagem sem forçação (nunca escrevi uma palavra com dois cedilhas…mas…) de barra. Fiquei pensando que o tom ultrarrelista comandava as cenas e me fez lembrar de uma época em que usei sapatilhas. Claro que há por detrás disso  um bom diretor de fotografia e sua sensibilidade. Cisne Negro! 

 Como construímos nossa identidade? Como nos libertamos das amarras?Como ultrapassamos o nosso próprio eu? Vozes, espelhos, duplos esquizofrêncos, fantasias escondidas e libertas. Lacan, Freud e tantos outros  aproximaram-se da psique humana e sempre  disseram  que lá estavam as máscaras, os reflexos,os duplos. Somos seres em duplicidade e, às vezes, em eterna repetição. Duplicar induz quase que automaticamente ao  falso. A arte é original, é única e  é nisto que está o valor. A obra-prima e a perfeição.

Um cisne brando. Um cisne negro. Uma metamorfose. Uma ruptura. Apenas um final em branco e preto.

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Um Comentário em “Voltando ao reflexo”

  1. Gunar Diz:

    Mas daria para dizer também:

    Um final, nem branco e nem preto.
    Apenas um final triste, representado muito bem na
    vermelha mancha!

    Beijo


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