Fronteiras
Medo. Às vezes ele está e nem percebo, não identifico, ele está e pronto.Enfrento ou finjo? Não sei. Talvez seja a dúvida de algo que se foi, ficou,distanciou-se no tempo. Memória? Sei lá.A pergunta é: e agora? Faço o que com tudo isso? Vejo como um rio que desce a montanha durante uma tempestade e carrega tudo que aparece pela frente e isso causa pânico, muito medo. São pedras misturadas à terra, à agua, a galhos, folhas que no final das contas tornam-se um monstro que pode ser assustador ou mobilizador. Cansei de ter pela metade – detesto o “quase”, gosto de números inteiros. Abolirei todos os “quase” da minha vida, pois quando tudo se mistura me perco, não sei das fronteiras. Elas são divisões, separações, espaços, distanciamento. Hoje estou perdida em meu próprio terrritório.
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