O teor alcoólico do medo
Estou aqui em dúvida discutindo comigo mesma sobre o que escrever. Tenho uma vontade forte de escrever um miniconto erótico, mas tenho medo. Tenho vontade de escrever sobre o amor, mas também tenho medo. Tenho vontade de escrever sobre interessar-me por uma pessoa, mas também tenho medo. Por que tantos medos? Sempre fui tão descolada e disposta a enfrentrar todas as situações e agora esta insegurança que aparece e cria personagens estranhos dentro de mim. Às vezes sou o que não quero, falo e ajo e não quero. Por quê? Medos. Talvez porque a vida insista em mudar de direção e isso assuste, é o desconforto da mudança, dos olhares, do novo, das possibilidades. Todos procuramos o novo e traçamos objetivos, desejos, queremos renovar, viver diferente, porém quando tudo parece estar tranquilo e calmo vem a novidade sacudir o estabelecido. Tudo aquilo que não se espera mais acontece e mexe em algo que já estava definido, fechado, finalizado.E agora? Medos.Porém tem um fato bom nisso tudo: medo é gostoso também…descobri isso, porque com ele vou aprendendo a colocar meus pés no chão devagar, sem pressa, sem atropelos, cada passo de uma vez…talvez demore para chegar, talvez não chegue, talvez mude de direção, talvez…mas estou caminhando com medo e isso, embora pareça maluco, traz uma sensação de insegurança acompanhada de um leve frescor alcoólico que me seduz.
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dezembro 1, 2011 às 4:50 pm
Tenha medo não.
Escreva.
E que seja um conto erótico, oras bolas!
E se o medo tem este teor alcólico, aproveite e tome logo uma taça de um bom vinho ou mesmo uma cerveja.
Mas aproveite.
O medo faz parte de quem, antes de fazer, pensa.
És pensante, antes de mais nada…
Beijo
dezembro 1, 2011 às 7:43 pm
Quem é vivo sempre
aparece…obrigada, beijoss