Pratique o apego. Não seja descartável 

Padrão

Estava lendo e gostei do texto de Rebeca Bedone, trouxe um trecho para meu blog.

Ser independente emocionalmente é estar bem consigo mesmo, sozinho, como unidade, pois não é preciso outra pessoa para se sentir completo. Em outras palavras, é não ser dependente da aprovação alheia para a própria felicidade nem sentir ciúmes do amigo ou do parceiro o tempo todo. Entretanto, ter independência emocional não significa abdicar da união sentimental com alguém. É possível estar com o outro – com mimos, declarações de carinho e até mesmo contato diário – sem ser dependente dele.

Parece que a onda agora é se esforçar cada vez menos para estar ao lado de alguém na esfera sentimental. Talvez por insegurança, talvez para evitar qualquer tipo de sofrimento. Acontece que amar não é sofrer. A gente sofre depois que o amor acaba. Mas enquanto ele existe, é um sentimento tão honesto que somos capazes de respeitar a independência emocional do outro sem romper os vínculos afetivos com ele.

Após o término de uma relação que não deu certo, é normal o distanciamento, ou seja, o encerramento daquela etapa da vida. Mas quem inicia um relacionamento pensando “vou ficar na minha para não me apegar muito” já está terminando antes mesmo de começar.

Os relacionamentos superficiais são fruto dessa nova “cultura do desapego”: falta contato físico e sobra frieza emocional. A qualquer contratempo na relação, desiste-se da pessoa e parte-se para outra. Troca-se de namorado como se troca de roupa. Evita-se a amizade. Criam-se relacionamentos descartáveis. Pessoas descartáveis. Sorrisos descartáveis. Gente descrente. Zack Magiezi resume, em outras palavras, essa falta de ligação com o outro: “No século 21, só os corajosos sabem dizer: preciso de você”.

Está sobrando gente desapegada e está faltando abraço apertado, beijo molhado e carinho no peito. Tem muito grito de individualismo (ou seja, de independência egoísta) para pouco silêncio compartilhado. As pessoas se comunicam via cosmos com suas parafernálias tecnológicas e se esquecem da simplicidade do olho no olho.

É natural desapegar-se do que não te faz bem ou daquilo que te traz infelicidade, mas não é saudável levar uma vida desapegada das pessoas. Os desapegados renunciam aos seus sentimentos. Eles até podem ser felizes sozinhos, mas nunca aprenderão como é bom estar junto de outra pessoa.

BEDONE, Rebeca. Disponível em: <http://www.revistabula.com/7559-pratique-oapego-nao-seja-descartavel/&gt;. Acesso em: 31 out. 2

Anúncios

Zíper

Padrão

Aprendi nessa minha vida a ter coragem.

Coragem para todos os enfrentamentos

Enfrentamentos me fazem crescer, entender o humano.

Não entendo a falta de coragem em homens e mulheres.

Faltam vozes, palavras ou estou enganada?

Sentimentos bloqueados, talvez, de um passado.

…pisam seres inocentes.

…desprezam.

…atiram.

…naqueles que abriram suas portas.

…a atingem a si mesmos.

Silêncios e Ruídos

Padrão

Linguagens, linguagens..
.dança, música, poesia,imagens..
.tudo e nada
quando a palavra,
o encontro,
o dizer
o não diz.
Brincar de esconder-se,
Brincar de dizer que quer
E não quer
…assim vão roubando seu tempo
… assim você vai se acostumando
…assim você esquece que você merece.
Lembre, você merece sempre!

Homem mulher

Padrão

Homem mulher
Sinto como fêmea. Fantasio em abundante testosterona. Deslizo delicadezas.
Escondo desejos incontáveis

Nas quatro estações, com o movimento do meu corpo
engulo suas vontades, trago perfumes amargos em toda doçura original.

Meu silêncio. Nosso silêncio.
Sem palavras. Com dúvidas em distâncias no tempo
Pregamos a peça nos desertos da solidão.
A surdez produzida. Hálito sem voz. Homem mulher na vida.
Sonho de amar perdido.

Espelhos

Padrão

 

A inquietude no silêncio da palavra. Esbarra. Some. Provoca. Desiste. Volta à cena no retrato da alma. É o corpo à espera e o desejo incansável do outro.Quem sabe a alma pule,grite,evapore e diga venha agora.É a imagem infinita plantada na história do número dois integrado num só destino inexorável. Olha. Sente. Deseja. Retorna. Ponto zero de um perfomático estado. Briga. Pratos virtuais quebrados. Paredes rachadas. Liberdade. Seríamos eternos primatas do desejo incontrolável de uma poeira da memória que um dia subiu em árvores? Insight!

De mãos dadas

Padrão

é meu tempo de amanhecer, a noite já se faz longe

reviro papeis, fatos, regalos, cheiros, suores

e procuro por ela: palpitante palavra

 

é meu tempo de entardecer, a manhã será levada,

é o vento traçando caminhos  sob meus calcanhares

dores d’alma a cada passo cortado

 

é tempo de desanoitecer

é tempo de desentardecer

é tempo de desamanhecer

 

Um tempo sem tempo é o agora

em que toco a invisível palavra

como uma namorada embalada pelas nossas mãos

que nunca foram dadas…